MUSICAS...
TANGO
Existe controvérsia a respeito da origem do tango. Uma das versões diz surgiu em meados de 1879 e tem origem africana, pois os negros escravos que vieram para a América trouxeram consigo seus costumes, e entre eles, uma dança denominada Tangano. Na região do Plata a dança se tornou popular entre as pessoas da zona portuária e por volta do final do século XIX, oTangano se desenvolveu e ficou conhecido como o Tango Argentino.
Outra versão diz que a origem da palavra é africana e, que significaria algo parecido a quilombo. Os escravos do litoral do Rio de la Plata eram imitados e caçoados em sua forma de dançar pelos imigrantes, gente do campo. À maneira de dançar acrescentaram uma música desconhecida, mistura da habanera, tango andaluz y milonga e por volta de 1880, já apresentava características argentinas; é dançada, nos subúrbios e cabarés do cais de Buenos Aires.
Uma outra versão afirma que o tango evoluiu a partir do ritmo do candombe africano (batuque dos negros do rio da Prata.), dos movimentos e passos da Milonga, e da linha melódica da Habanera. No início era "dançado" apenas por homens que "jogavam" tango para disputar uma mulher. A princípio, o tango foi discriminado pelos ricos e era dançado apenas por pessoas das classes mais pobres.
Independente da versão, a verdade é que o Tango surgiu no Rio da Prata, entre o Uruguai e a Argentina, no final do século XIX e desde então, vem sofrendo mudanças sucessivas até chegar ao que conhecemos, atualmente, dançado pelo casal abraçado.
No tango de salão é o cavalheiro que conduz a dama que o corresponde em harmonia. O tango de salão e não tem movimentos espalhafatosos e seqüências combinadas diferente do tango-show, mais conhecido e apreciado.
HABANERA |
Gênero de música e dança cubana, em compasso binário, que influenciou o Tango, o Maxixe e a música popular de quase todos os países hispano-americanos. Popular no século XIX.
MAXIXE |
O Maxixe apareceu no Brasil entre 1870 e 1880, é uma dança urbana, de par unido, originária da cidade do Rio de Janeiro, é o resultado da fusão da habanera e da polca com uma adaptação do ritmo africano.
Dançado em passos convencionados ou improvisados pelos dançarinos, no início era considerado indecente e profano devido ao enlaçamento atrevido dos pares com movimentos em forma de rosca, giros e requebros de quadris.
O maxixe é considerado o precursor do samba.
SAMBA |
O samba é uma dança popular originada de ritmos, danças sociais e religiosas dos negros africanos que se fundiu às danças e cantos sagrados dos indígenas brasileiros e que foi levado para a Bahia pelos escravos enviados para trabalhar nas plantações de açúcar. Esses batuques eram executados na zona rural.
Aos poucos a batida sutil e as diferenças de interpretação levaram o samba a ser dançando nos cafés e eventualmente até nos salões, dessa forma e o samba urbano nasceu e se desenvolveu no Rio de Janeiro, no início do século XX incorporando outros gêneros da época como Polca, Maxixe, Lundu e o Xote etc.
SAMBA DE GAFIEIRA |
Em meados da década de 1940 e na década de 1950, o samba começa a receber influências rítmicas latina e americana, passa a ser instrumental e começa a ser dançado aos pares nos salões públicos, gafieiras e cabarés do Rio de Janeiro.
PAGODE |
É um fenômeno comercial na década de 1990 com características do choro tem um andamento de fácil execução para os dançarinos.
SAMBA ROCK |
A batida peculiar desse samba foi inventada por Jorge Bem Jor e, a princípio, foi chamada de sacundin sacunden, depois, na época da jovem guarda, virou jovem samba, e, mais tarde, sambalanço. A partir dos anos 70, passou a ser conhecido como suíngue ou samba-rock.
RUMBA |
A palavra RUMBA é um termo genérico e cobre uma variedade de nomes do afro-cubano como o mambo e a conga. É uma dança popular afro-cubana, em compasso binário, ritmo sincopado e muito variado, e cuja melodia se repete incansavelmente.
Há duas fontes básicas da dança: uma espanhola e outra africana. A influência da Rumba entrou no século XVI com os escravos pretos importados da África.
A dança, inspirada no passeio do galo, escandalizou os brancos na época do seu surgimento por isso aos poucos sofreu um processo de adaptação. Hoje a Rumba como dança de salão social ou em competições, é razoavelmente unificada e uniforme.
CATERETÊ |
Dança rural, em fileiras opostas e cantada, e cujo nome indica origem tupi, mas que coreograficamente se mostra muito influenciada pelos processos africanos de dançar.
MAMBO |
Dança e música originária da América Central. Nasceu em Cuba e virou uma mistura musical. Tem como antepassados os ritmos afro-cubanos derivados de cultos religiosos no Congo. Seu surgiu de uma gíria usada pelos músicos negros que tocavam nas bandas cubanas (Estás Mambo = tudo bem com você?). O ritmo invadiu os E.U.A. na década de 50.
CHA-CHA-CHA |
Segundo alguns autores é uma dança derivada da Rumba e ligada ao Mambo. Seu nome é devido ao som produzido pelos dançarinos nas pistas de dança. Nas músicas há um predomínio de instrumentos de sopro.
FORRÓ |
A origem da palavra forró gera controvérsias. A versão popular diz que o termo vem do inglês “for all“ - frase escrita na porta dos locais onde se dançava – outra versão diz que tem origem no termo africano "forrobodó", que significaria festa, bagunça, baile popular.
O que se sabe é que o forró, assim como o samba, tem raízes de influência africana e européia misturadas à nossa cultura indígena e que nasceu no Nordeste. Onde e como apareceu lá no sertão ninguém sabe, mas com certeza o forró foi difundido pelo país na década de 40 por Luiz Gonzaga.
Tipo de diversão essencialmente rural, dançando nos pés- de- Serra, onde não se dança separado da dama, o forró urbanizou-se e se estendeu para grandes centros, inclusive no sul do país. Atualmente, quase sessenta anos depois, o forro reaparece com grande sucesso; deixa de ser só uma música de migrantes nordestinos e atinge todo o publico.
No Nordeste dança-se o forró o ano inteiro, mas a prática se intensifica durante as festas juninas. Campina Grande, na Paraíba, é a cidade que se reúnem os maiores aficionados da dança em toda a região. Forró é o lugar e a dança! Os ritmos são xote, baião, xaxado e coco entre outros.
BAIÃO |
O Baião dança e música, abrange uma fase antiga que o Nordeste conheceu durante um século e outra moderna, a partir de 1946, que atingiu todo o Brasil projetando-se no exterior.
Já em 1842, falava-se no Baiano ou Baião muito em voga no século XIX, com diversas modalidades coreográficas. Era executado entre o povo e nos salões, por ocasião das festas sociais, ao lado do Minueto.
Inicialmente bem aceito, mais tarde, foi considerado lascivo, ficando sua prática limitada aos ambientes rústicos e campestres.
O Baiano ou Baião caracterizava-se por ser dança viva, com movimentos improvisados, ágeis, com sapateado e castanholas (produzidas com estalar dos dedos), palmas, giros, além de "volteados" e "roda de galo" e, mais raramente, da umbigada. Tanto na dança como na música predominava o caráter de improvisação, de efeito surpreendente inclusive com a presença de desafios baseados nas circunstâncias.
Quanto à origem: pode ser um produto mestiço (a transformação do Maracatu africano, das danças selvagens e do lado Português); um novo nome dado ao samba em alguns Estados do Norte; pode ter o Fandango como o mais provável antepassado dado suas afinidades com mais influência européia do que africana ou afro-brasileira, entre outras.
O Baião moderno em virtude da coreografia e música tem ritmo marcante e contagioso e é, indiscutivelmente, delicioso de ser dançado.
LAMBADA |
Dança adaptada do Carimbó, nasceu em Belém do Pará. É uma das danças mundiais mais modernas, surgida em 1976. Sofreu influência e influenciou vários ritmos como o zouk, a salsa e o merengue, entre outros ritmos caribenhos.
SOLTINHO |
Não se tem certeza da época, nem local de seu aparecimento. É uma dança, semelhante ao rock e ao swing americanos, mas com a improvisação, a "ginga" e o “tempero” brasileiro.
O soltinho não tem uma música que o caracteriza, pode ser dançado com Dance Music, Rock e Fox-trot. Músicas que tenham as que tenham balanço, que sejam, normalmente, para serem dançadas em separado.
ROCK |
Termo originário do inglês rock('n'roll) é designação de uma dança muito movimentada, de origem norte-americana, que surgiu na década de 50, tendo por base a música de jazz, em compasso quaternário. Por ser uma transformação e assimilação de outros estilos, tornou-se a forma dominante de música popular em todo o mundo. Do ponto de vista musical, o Rock surgiu da fusão da música Country, e do Rhythm and Blues. Inicialmente de música muito simples, era um estilo de forte ritmo dançante.
DANÇAS POPULARES BRASILEIRAS INFLUENCIADAS POR RITMOS AFRICANOS
BATUQUE |
É a dança de roda onde os africanos mostravam a sua cultura - foi o tronco principal no que diz respeito à formação da música popular brasileira com toda a sua diversidade e variações que se espalharam nas áreas urbanas e rurais, sob vários nomes e estilos próprios.
SAMBA DE PARTIDO ALTO |
Segundo velhos sambistas, a expressão "partido alto" provém da alta dignidade desse samba. Gênero de samba muito próximo do batuque africano, e cultivado na cidade do Rio de Janeiro desde o fim do séc. XIX por grupos de negros já urbanizados. É dança de umbigada, com ritmo marcado por palmas, prato de cozinha raspado com faca, chocalho e outros instrumentos de percussão, e, às vezes, acompanhada pelo violão e pelo cavaquinho.
SAMBA DE RODA |
É uma dança que os negros do Congo e de Angola trouxeram para o Brasil e consiste em geral de se fazer uma grande roda em cujo centro um só dançarino ou par, faz evoluções e depois de muitos requebros da uma umbigada em outro dançarino de sexo diferente, que vai por sua vez para o centro, e assim sucessivamente.
BAIANO |
Antiga dança folclórica do Nordeste brasileiro, uma espécie regional do lundu. A princípio, era executado por um só individuo ou um ou dois pares, que iam ao centro de um em um. A substituição dos solistas podia ser feita por meio de umbigada, ao som de castanholas, cumprimentos ou acenos de mão, ou ainda, jogando-se o "lenço da sorte".
O baiano (ou baião) em sua forma antiga é encontrado em nossos dias como dança e música no Bumba-meu-boi, nos solos de personagens como Mateus e Fidélis, sendo Pernambuco o seu grande reduto.
FREVO |
A palavra Frevo, derivada de frever (ferver) designa a dança carnavalesca de rua e de salão, essencialmente rítmica, em compasso binário e andamento mais rápido que o da marchinha carioca, e na qual os dançarinos (passistas) executam coreografia individual, improvisada e frenética. É uma dança brasileira, originária do Nordeste do país.
QUILOMBO |
Folguedo, usado no interior de Alagoas durante o Natal, em que dois grupos numerosos, figurando negros fugidos e índios, vestidos a caráter e armados de compridas espadas e terçados, lutam pela posse da rainha índia, acabando a função pela derrota dos negros vendidos aos espectadores como escravos; toré, torém.
LUNDU |
Dança de origem africana que teve seu esplendor no Brasil em fins do séc. XVIII e começo do séc. XIX. Dos meados do séc. XIX em diante, canção solista, influenciada pelo lirismo da modinha e freqüentemente de caráter cômico.
XAXADO |
O nome provém do som que os sapatos faziam no chão ao se dançar; é uma dança do agreste e sertão pernambucano, bailada somente por homens, que remonta da década de 20. Tornou-se popular pelos cangaceiros do grupo de Lampião.
COCO |
Dança popular de roda do norte e nordeste do Brasil, originária de Alagoas, acompanhada de canto e percussão. Acredita-se que tenha nascido nas praias, daí o seu nome. O ritmo sofreu várias alterações com o aparecimento do baião nas caatingas e agreste. Como compositor que popularizou o ritmo podemos citar Jackson do Pandeiro.
CONGO |
Dança dramática de origem africana, que se realiza de preferência pelo Natal, pela festa de Nossa Senhora do Rosário, e pela de São Benedito na região Norte e Nordeste do Brasil.
CONGADA |
Bailado dramático em que os figurantes representam, entre cantos e danças, a coroação de um rei do Congo; congado.
MOÇAMBIQUE |
Bailado guerreiro de origem negra, sem enredo, ao som de instrumentos de percussão, semelhante às danças de combate das congadas, e no qual o ritmo é marcado com entrechoques de bastões. Comum nos estados brasileiros de Minas Gerais, São Paulo e Goiás.
PAU-DE-FITA |
Baile de roda em torno de um poste de que pendem várias fitas coloridas, as quais, seguras pelos dançarinos, se entretecem, formando complicadas tranças. Populares nos estados brasileiros do Paraná e Santa Catarina.
BUMBA-MEU-BOI |
No Brasil de norte a sul encontramos a brincadeira de boi (boi fingido), conforme a região estes possuem características e nomes distintos.
É um bailado popular brasileiro, cômico-dramático, organizado em cortejo, com personagens humanos (Pai Francisco, Mateus, Bastião, Arlequim, Catirina, Capitão Boca-Mole, etc.), animais (o Boi, a Ema, a Cobra, o Cavalo-Marinho, etc.) e fantásticos (a Caipora, o Diabo, o Morto-Carregando-o-Vivo, o Babau, o Jaraguá, etc.), cujas peripécias giram em torno da morte e ressurreição do boi. São palavras sinônimas: boi, boi-bumbá, boi-calemba, boi-calumba, boi-de-mamão, boi-de-melão, boi-melão, boi-de-reis, boi-pintadinho, boi-surubi(m), boizinho, bumba, bumba-boi, cavalo-marinho, rei-de-boi, reis-de-boi, reisado cearense. (Dic. Aurélio).
Exemplos de Bois:
Boi-de-mamão é uma das manifestações mais significativas da cultura popular catarinense. Está presente nos municípios do litoral e principalmente em Florianópolis, Capital de Santa Catarina, onde concentra o maior número de grupos.
Boi-de-orquestra
Bumba-meu-boi mais recente e de música faceira, cabriolante; boi-de-matraca. Pertencente ao folclore do Maranhão – Brasil.
Boi-de-zabumba
Bumba-meu-boi de ritmo mais lento, apoiando-se em grandes tambores enfiados em varas que dois homens carregam, e o músico caminha ao lado, batendo-lhe com um macete. Folclore do Maranhão – Brasil.
CARIMBÓ |
Palavra de origem africana refere-se a uma Dança de roda do litoral paraense. É música folclórica da Ilha de Marajó desde o século XIX.

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